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Psique e o conceito de alma

  • lorenademelo
  • 11 de fev.
  • 1 min de leitura

Na psicologia analítica, desenvolvida por Carl Gustav Jung, a psique é a totalidade que nos abarca, consciente e inconsciente, pessoal e coletivo, racional e irracional. A partir desta perspectiva, Jung também referenciou a psique como alma - não como uma noção religiosa, mas como a experiência psíquica.

A consciência, com seu centro no ego, é apenas uma parte dessa totalidade. Grande parte do que nos move, orienta e transforma não está plenamente disponível à consciência. Emoções intensas, padrões repetitivos, conflitos internos, sonhos, sintomas e imagens simbólicas revelam que há forças atuando em nós para além do controle racional.

Jung compreendeu a psique como organizada em diferentes camadas: a consciência, o inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo. O inconsciente pessoal reúne experiências esquecidas ou reprimidas, formando os complexos — núcleos emocionais autônomos que influenciam nossas reações e escolhas. Já o inconsciente coletivo refere-se à dimensão mais profunda e universal da psique, composta por arquétipos e instintos, estruturas herdadas que organizam a experiência humana.

Entender a psique como alma é reconhecer que a vida interior não é fixa nem totalmente compreensível. Ela se move, compensa, tensiona e busca equilíbrio entre opostos. Quando consciente e inconsciente entram em diálogo, surgem os símbolos — expressões vivas que possibilitam transformação. Jung chamou esse movimento integrador de função transcendente, fundamental para o processo de individuação.

Compreender a psique, portanto, não é dominá-la, mas aprender a escutá-la. Trata-se de um caminho de aprofundamento, no qual o contato com a alma amplia a consciência e devolve sentido à experiência de viver.


 
 
 

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©2020 por Terapeuta Lorena Melo.

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